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terça-feira, 2 de junho de 2026

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Tchitundo-Hulo: O Morro Sagrado de Angola

📍 Reportagem • Por Carnot Júnior • Atualizado em 3 de Junho de 2026
🏔️ Namibe, Angola — Especial: Património Cultural
Tchitundo-Hulo: Morro sagrado com gravuras rupestres no Namibe, Angola
🏔️ Tchitundo-Hulo: O Morro Sagrado — Património rupestre do Namibe, Angola Foto: CJ Arte Studio • © 2026

NAMIBE, Angola — Num recanto árido do sul de Angola, onde o vento parece sussurrar histórias antigas, ergue-se um dos mais importantes monumentos culturais do país. Tchitundo-Hulo continua a fascinar investigadores, artistas e viajantes. Este morro sagrado guarda em suas pedras as marcas de um povo que encontrou na arte a forma de eternizar sua existência.

🔍 EM SÍNTESE

Localização Província do Namibe, sul de Angola
Significado Principal sítio de arte rupestre do país
Estado Classificado como Património Cultural Nacional
Ameaças Erosão natural e falta de investimento em preservação
Novidade Projeto de digitalização em parceria com universidades previsto para 2027

De acordo com fontes do Ministério da Cultura de Angola, as gravuras rupestres de Tchitundo-Hulo representam uma das mais antigas formas de comunicação visual conhecidas no país. Cada símbolo, cada traço gravado na rocha, preserva fragmentos da memória coletiva dos povos que habitaram a região há milénios. Figuras humanas, animais, formas geométricas e cenas de caça contam histórias que atravessaram gerações sem perder o seu significado.

Um estudo recente, ainda não publicado, sugere que algumas das gravuras podem ter entre 8.000 e 12.000 anos, o que as colocaria entre as mais antigas do continente africano. Especialistas aguardam a confirmação por datação por carbono.

"A arte rupestre não é apenas memória. É uma conversa silenciosa entre gerações — um diálogo que atravessa o tempo sem perder a sua voz. É urgente protegê-la como património da humanidade." — Dra. Isabel Mendes, arqueóloga da Universidade Agostinho Neto

O estudo destes registos continua a revelar novas interpretações sobre a história, a espiritualidade e a identidade cultural de Angola. Tchitundo-Hulo é mais do que um sítio arqueológico: é um território sagrado onde o passado e o presente se encontram. No entanto, a erosão natural e a ausência de um plano de conservação sistemático colocam o sítio em risco.

Organizações da sociedade civil têm pressionado por medidas concretas, incluindo a candidatura do local a Património Mundial da UNESCO — um processo que poderá levar ainda vários anos.

Proteger este património é garantir que as próximas gerações possam compreender as raízes profundas da criatividade humana em África. Iniciativas de valorização, estudo e divulgação são essenciais para manter viva a memória ancestral que habita cada gravura.

Recentemente, o governo angolano anunciou uma parceria com a União Europeia para financiar a primeira fase de inventário digital das gravuras. O projeto, orçado em 450 mil euros, prevê a criação de um arquivo fotográfico de alta resolução e a formação de jovens guias locais.

"A arte rupestre de Tchitundo-Hulo inspira não apenas historiadores e arqueólogos, mas também artistas contemporâneos que nela encontram referências para novas criações — unindo o passado milenar à expressão digital do presente."
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💬 Conhece Tchitundo-Hulo ou outros sítios de arte rupestre em Angola?
Partilhe a sua opinião nos comentários. Vamos valorizar juntos o nosso património. — Carnot Júnior, artista plástico e designer

© 2026 Carnot Júnior • Todos os direitos reservados.
Texto original publicado em CJ Arte Studio

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